É sempre um prazer, pegar no teclado para fazer o rescaldo de um passeio como este, depois da boa experiência que tinha sido a nossa viagem a Peniche, tinha sinceramente expectativas altas para este passeio, e as mesmas não saíram goradas.
Ás 7,45 o dia apresentava-se fresco, e àquela hora havia, mesmo para dia de eleições, uma azáfama invulgar no Largo da Câmara, pois antes de nos metermos á estrada fomos cumprir o nosso dever de votar.
Como combinado assim que se ia votando, era equipar e seguir viagem, de forma a que os mais lentos pudessem ganhar algum avanço e que não houvesse um aglomerar de ciclistas na estrada, era nosso objectivo que todos partissem até as 8,15, objectivo quase cumprido, se não fosse o atraso do nosso amigo Pernita (parece que teve um encontro urgente com o WC). De qualquer forma este atraso custou-lhe caro, pois foi “obrigado” a recuperar o tempo perdido na roda do Rui Galinha (quando chegou ao pé de nós, parecia que lhe tinha caído um balde de água em cima).
Depois foi rolar até Torres Novas, rolar pelos buracos até á Chancelaria, e iniciar a subida do Pafarrão, e aqui destaco a inteligência e humildade de quem fez a subida no carro e reconheceu que fazer esta subida iria comprometer os restantes kilómetros fazendo com que o prazer que se pretende ter nestas coisas virasse tortura…
No alto da subida tivemos o prazer da companhia do José Rodrigues, que não nos podendo acompanhar neste passeio, fez questão de privar connosco na travessia da sua “Fátima”.
Nesta altura eram cerca de 35 minutos, o atraso em relação á média necessária para cumprirmos os nossos objectivos, mas aproximava-se uma longa descida até Leiria que daria para recuperar bastante tempo. Foi descer atravessar Leiria, e seguir num falso plano até quase á Guia, altura em que a estrada ficou ligeiramente a descer, mesmo até á Figueira. Peço desculpa por não ter reunido toda a gente antes da entrada na Figueira, mas já estávamos a falhar no horário fornecido, pelo que estava constantemente a receber telefonemas da pessoa que estava á nossa espera. Depois houve ainda que subir a ponte e efectuar mais umas subidinhas bem manhosas até chegar ao local dos banhos, reunir todo o pessoal, mandar um carro em busca do “perdido” (M. Valente), tomar banho e seguir para o almoço.
Nestas coisas do desporto por puro lazer, uma dos factores mais importantes é a 3ª e 4ª parte, ou seja o Almoço e o convívio entre Desportistas e acompanhantes, e acreditem que é para mim um prazer e um orgulho imenso fazer parte deste grupo, onde todos os elementos, cada um com um feitio mais estranho que o outro contribui para uma harmonia fora do comum.
Pelo que vi ontem, e como podem imaginar não acompanhei todos em pormenor, gostaria de destacar a prestação do Roque, com uma combatividade e espírito de sacrifício impressionantes, bem como do Fialho que se mostra em grande forma. O Celso está imbatível, o António Raimundo rijo como sempre, deu-me uma excelente roda nos últimos kilómetros, o Silvério com a regularidade a que já nos habituou, o João Afonso cada vez mais forte, o Morgado esteve em missão humanitária, bem como o Vitor, o Pedro Almeida e os Martinhos.
Para a história ficam os Pedalantes: Jaime Rosa, Morgado, Pedro Almeida, Silvério, António Raimundo, Pedro Pratas, João Afonso, Rui Galinha, Vitor Malhão, João Martinho (pai e filho), Mónica, Fernando Lopes, Machado, Pernita, António Fernandes, António Brogueira, Fernando Roque, Carlos Fialho, João Coimbra, Elisabete, Celso, José Carlos Lucas e Manuel Valente.
Os Acompanhantes: Armando (massagista), António Bento, as esposas do Celso, Martinho, Bento e Machado, o Pedro Martinho, Bernardo Galinha e os motoristas de serviço António Duarte, Faca, David e o João Zibreira (motorista do autocarro da câmara).